24 de set. de 2010

A consolidação do novo Brasil

Antonio Neto (*)

A capitalização da Petrobras, realizada hoje (24/09), é um marco na história do país. Além de sua importância estratégica, a ampliação da participação do Estado na empresa representa a consolidação do novo Brasil que começou a ser construído nos últimos oito anos. Entre as diversas simbologias que marcam este evento, uma nos chama a atenção. Nas mãos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estará o martelo que outrora fora usado para desmantelar o patrimônio público e que agora servirá para reconstruí-lo.



A maior capitalização da história da humanidade marcará ainda uma espécie de redescoberta do país, a reafirmação de nossa independência através da utilização de uma gigantesca riqueza natural para construir uma pujante, inovadora e promissora indústria nacional, que dará sustentação a um processo contínuo de desenvolvimento econômico e social.

Para nós do movimento sindical, a capitalização terá um caráter especial. Ela simboliza o enterro de um período de desmantelamento. Por isso estaremos na Bovespa. Não como anteriormente, quando ocupamos o pregão para deixar claro ao mundo que no Brasil os trabalhadores resistiam a entrega do patrimônio público, mas sim para saudar o fortalecimento da mais importante estatal brasileira, a Petrobras.
Desde a descoberta, afirmamos que o pré-sal é uma das maiores oportunidades econômicas da história do nosso país. Mas esta riqueza só será revertida em benefício do povo se o petróleo for, efetivamente, explorado pela Petrobras. Somente o setor público utilizará os recursos provenientes desta dádiva para desenvolver a pesquisa e inovação tecnológica, a educação de qualidade e uma indústria petroquímica capaz de impulsionar toda uma cadeia produtiva.

Esta premissa foi estabelecida pelo presidente Lula, ao afirmar que o petróleo voltará a pertencer ao povo brasileiro e que o Brasil não será exportador de óleo cru. Lula deixou claro que o novo Brasil pensa grande, prioriza o bem-estar de sua população e, acima de tudo, passou a ter novamente planejamento estratégico.

Cabe a nós, neste momento histórico, além de lutar para consolidar esta conquista, exaltar a memória de brasileiros patriotas que contribuíram para que o Brasil se tornasse uma das maiores potências mundiais de petróleo.

Nada disso teria acontecido sem os sonhos de Monteiro Lobato, sem o patriotismo do presidente Getúlio Vargas, sem a vibrante e nacionalista militância de personalidades como Barbosa Lima Sobrinho, Eusébio Rocha, General Horta Barbosa, Alice Tibiriçá e a luta de milhares de jovens, mulheres e trabalhadores anônimos que dedicaram importantes parcelas de suas vidas para defender um futuro mais promissor para o povo brasileiro.

Estamos convictos de que o Brasil será a nação soberana, democrática e igualitária que sempre sonhamos. Afirmamos isso com a mesma certeza com que nossos antepassados diziam que o petróleo de Lobato estava destinado a ser explorado por uma estatal brasileira. E assim será.

(*) Presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação (Sindpd); membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), e do Diretório Nacional do PMDB.

Cerimônia na BM&FBOVESPA marca oferta pública de ações da Petrobras

O tradicional toque da campainha da Bovespa, que simboliza a abertura do pregão, marcou o início da oferta pública de ações da Petrobras, nesta sexta-feira, 24/9. A cerimônia contou com a presença do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, do Ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e o Presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo.

Os papéis da Companhia começaram a ser comercializados hoje (24/9) na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), sob a forma de ADS. Na segunda-feira, 27/9, tem início a negociação das ações da oferta brasileira, na Bolsa de Valores de São Paulo.

Estrutura da oferta

A Oferta compreende a oferta pública de distribuição primária de 2.174.073.900 novas ações ordinárias e de 1.585.867.998 novas ações preferenciais, realizada por meio de um aumento de capital da Companhia, dentro do limite do seu capital autorizado, que observará a atual proporção entre ações ordinárias e ações preferências de emissão da Companhia (exceto a hipótese de emissão de Ações e/ou ADS do exercício de Opção de Lote Adicional e/ou opção de Lote Suplementar), e que excluirá o direito de preferência dos atuais acionistas da Companhia.
A Oferta se realiza simultaneamente no Brasil, em mercado de balcão não organizado, mediante uma oferta pública de distribuição primária de Ações, a ser registrada na CVM, sob a coordenação dos Coordenadores Globais da Oferta, dos Coordenadores da Oferta, dos Coordenadores Contratados e com a participação de determinadas instituições intermediárias autorizadas a operar no mercado de capitais brasileiro, credenciadas junto à BM&FBOVESPA, as quais farão parte exclusivamente da Oferta; e no exterior, mediante uma oferta pública de distribuição primária de Ações sob a forma de ADS, representados por ADR, a ser registrada de acordo com o Securities Act, sob a coordenação dos Coordenadores Globais da Oferta Internacional, e com a participação de determinadas instituições contratadas.
À quantidade total das Ações inicialmente ofertadas poderá ser acrescido (sem considerar as Ações Suplementares e as ADS Suplementares) um lote adicional equivalente a até 20% das Ações Ordinárias e/ou Ações Preferenciais da Oferta Global, incluindo sob a forma de ADS, no momento em que for fixado o Preço por Ação, a critério da Companhia, nas mesmas condições e preço inicialmente ofertados.
Sem prejuízo do exercício da Opção de Lote Adicional, a quantidade de Ações da Oferta a ser inicialmente ofertada poderá ser acrescida de um lote suplementar de até 187.997.094 Ações a serem emitidas pela Companhia, incluindo sob a forma de ADS, nas mesmas condições e preço inicialmente ofertados. A Opção de Lote Suplementar compreende: (a) a opção a ser outorgada pela Companhia aos Coordenadores Globais da Oferta; e (b) a opção a ser outorgada pela Companhia aos Coordenadores Globais da Oferta Internacional. Ambas opções somente serão destinadas exclusivamente a atender um eventual excesso de demanda referente às Ações e ADS que vier a ser constatado no decorrer da Oferta.

Publico Alvo da Oferta
A Oferta se direciona, na Oferta Prioritária, aos atuais acionistas, incluindo os Fundos Mútuos de Privatização – FGTS, pela sua posição de custódia ao final do dia 10 de setembro de 2010; na Oferta de Varejo, aos Investidores Não Institucionais, inclusive Empregados e Fundos FIA-Petrobras; e, na Oferta Institucional, aos Investidores Institucionais.

Destinação de Recursos
A Companhia pretende utilizar os recursos líquidos captados na distribuição de Ações, no contexto da Oferta, com o seguinte propósito:
• aproximadamente, 68,0% em contrapartida à Cessão Onerosa; e
• aproximadamente, 32,0% para financiar os investimentos da Companhia, que, de acordo com o seu plano de negócios para 2010-2014, são da ordem de US$224 bilhões, assim como para manter uma estrutura de capital e índices de alavancagem adequados.

Cronograma da Oferta
Principais eventos das próximas etapas da Oferta Pública de Ações:

24 de setembro de 2010
Concessão do Registro da Oferta pela CVM;
Publicação da ata de Reunião do Conselho de Administração da Companhia que aprova o Preço por Ação;
Publicação do Anúncio de Início;
Disponibilização do Prospecto Definitivo nas páginas da rede mundial de computadores da CVM, da Companhia e dos Coordenadores Globais da Oferta;
Início da Negociação das Ações sob a forma de ADS, na NYSE;
Início do Prazo para Exercício da Opção de Lote Suplementar.

27 de setembro de 2010
Início da Negociação das Ações da Oferta Brasileira na BM&FBOVESPA.

28 de setembro de 2010
Encerramento do prazo para entrega de LFT para liquidação da Oferta Prioritária.

29 de setembro de 2010
Data de Liquidação das Ações da Oferta.

25 de outubro de 2010
Encerramento do Prazo de Exercício da Opção de Lote Suplementar.

29 de outubro de 2010
Data Máxima de Liquidação das Ações Suplementares e/ou ADSs Suplementares.

24 de março de 2011
Data Máxima para Publicação do Anúncio de Encerramento

22 de set. de 2010

Duke Energy entra no ranking de sustentabilidade da Dow Jones

Empresa ingressa a lista das mais bem avaliadas graças às suas práticas sustentáveis
A matriz americana da Duke Energy agora passa a fazer parte do índice Dow Jones de sustentabilidade (Dow Jones Sustainability Index). O reconhecimento se deve pelos programas e estratégias de negócios que a empresa tem desenvolvido nos últimos anos com o objetivo de garantir o crescimento do negócio de forma sustentável, isto é, preservando o meio ambiente, criando novas tecnologias para geração de energia limpa e fomentando o crescimento socioeconômico das comunidades em que está presente.

No Brasil, onde a empresa é concessionária de oito usinas na região do Paranapanema, esse posicionamento é refletido nas várias ações de preservação do meio ambiente e de apoio às comunidades do Paranapanema. Entre as iniciativas destacam-se o repovoamento de reservatórios com 1,5 milhão de alevinos de espécies nativas do rio Paranapanema a cada ano; o acompanhamento dos processos de erosão, assoreamento e solapamentos nas oito usinas, e a recuperação ambiental dos canteiros das obras das usinas Canoas I e II e Rosana.

Além disso, a companhia reflorestou, em 2009, 262 hectares com espécies florestais nativas, o que a levou a acumular, desde 1999 até o ano passado, 6.419 hectares reflorestados. Outro projeto da empresa é o programa de Promoção Florestal, que envolve o fornecimento de orientação técnica e a doação de mudas aos proprietários rurais. Em 2009, a ação resultou na doação de 169 mil mudas. Desde que foi criada, em 1999, o total doado já é de 2,2 milhões de mudas.

A Duke Energy desenvolve atividades de educação ambiental ao longo das comunidades, investe em ações de doação e patrocínio voltadas à formação socioambiental do cidadão e estabelece diversas parcerias e estudos com universidades (UEL, UEM, UNESP, UENP, entre outras).

Criado em 1999, o DJSI é utilizado para a análise de investidores mundiais sócio e ambientalmente responsáveis e destina-se a orientar gestores de carteira. Sua metodologia é elaborada pela companhia de administração de ativos SAM, com sede em Zurique, para o grupo de índices Dow Jones. Neste ano, 48 companhias foram adicionadas ao índice e 46 foram retiradas.

O índice deste ano é composto por 320 companhias do mundo inteiro, que atuam em 19 setores diferentes, como bancário, químico, automobilístico, serviços públicos e petróleo e gás.

Sobre a Duke Energy Geração Paranapanema
A Duke Energy Geração Paranapanema S.A., é subsidiária da Duke Energy Corp, uma das maiores companhias do setor energético dos Estados Unidos. Com 293 colaboradores, atua na produção e comercialização de energia elétrica por meio da administração de oito usinas hidrelétricas instaladas ao longo do rio Paranapanema: Jurumirim, Chavantes, Salto Grande, Capivara, Taquaruçu, Rosana, Canoas I e Canoas II (estas últimas operadas em consórcio com a Companhia Brasileira de Alumínio – CBA). Com capacidade total instalada de 2307 MW, a companhia é considerada uma das maiores geradoras privadas do país, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) respondendo, aproximadamente, por 2,3% da energia total produzida no país.

21 de set. de 2010

Governo e iniciativa privada discutiram avanços no setor energético

Ontem, dia 20 de setembro, um grande debate sobre energia foi realizado em São Paulo. Entre os temas presentes estavam o potencial energético do Brasil, a produção de energia verde, os empecilhos ao aproveitamento do pré-sal e as carências e riscos de investimento no setor elétrico

Para debater as novas diretrizes energéticas a serem assumidas com a transição de governo, a revista EXAME promoveu o EXAME Fórum de Energia 2010. O evento chegou neste ano à terceira edição e aconteceu no hotel Blue Tree Premium Morumbi,

As discussões foram realizadas com representantes do governo, do setor empresarial público e privado, bem como de membros da sociedade civil. O encontro buscou fazer uma reflexão multifacetada sobre os avanços e necessidades do setor energético brasileiro.

Participaram: o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann; o biólogo Fernando Reinach, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética Maurício Tolmasquim e o presidente da PSR Mário Veiga discutem a diversidade de fontes de geração de energia e o potencial de rendimento delas no debate Brasil, potência energética?

Com a atual demanda global pelas chamadas fontes de energia limpa, o Brasil desponta não só pela sua atual matriz energética, composta 80% de uma fonte renovável, mas também pelo potencial de geração de energia por fontes limpas pouco exploradas como a eólica e a solar, além, é claro, da cana-de-açúcar.

O presidente da UNICA (União da Agroindústria Canavieira) Marcos Jank e o co-presidente da ERSA (Energias Renováveis S.A.) debateram este potencial energético renovável no painel O Brasil da energia verde. O sócio-fundador do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura) Adriano Pires e o diretor presidente da DZ Negócios com Energia, David Zylbersztajn, deram prosseguimento às discussões abordando os principais obstáculos à exploração do pré-sal pelo Brasil nos próximos anos na discussão Os desafios do pré-sal. Este tema torna-se relevante pela possibilidade do Brasil tornar-se um grande exportador de petróleo, principal fonte energética mundial, que se encontra em extinção no contexto mundial.

No último ciclo de debates do dia, o Fórum abordou quais são as perspectivas futuras para o setor em termos de investimentos. Os debatedores da mesa Investimentos e riscos do setor elétrico serão Max Xavier Lins, diretor comercial e de suprimento de energia da Elektro, e Mozart Siqueira Campos Araújo, presidente executivo da Brennand Energia.

A mediação de todos os debates foi do jornalista e economista George Vidor

28 de ago. de 2010

Venezuela incrementa sus reservas probadas de gas

Un reciente descubrimiento en el bloque Cardón IV del proyecto Rafael Urdaneta, ubicado en el Golfo de Venezuela, permitió elevar los volúmenes probados.

El Universal

Venezuela aumentó sus reservas probadas de gas natural a 185.2 trillones de pies cúblicos, lo cual le adjudica el noveno lugar en la lista de países con las mayores reservas probadas de gas y el primero de América Latina, de acuerdo con lo publicado en la Gaceta Oficial Número 39.486, del 26 de agosto de 2010.
Un reciente descubrimiento en el bloque Cardón IV del proyecto Rafael Urdaneta, ubicado en el Golfo de Venezuela, permitió elevar los volúmenes probados -al 2 de junio de 2010-, conforme con un reporte de la Dirección General de Exploración y Producción de Hidrocarburos de este Ministerio.

Las reservas provienen de un yacimiento inédito e histórico de calizas arrecífales, lo cual constituye un importante hallazgo en las últimas décadas sin precedentes en el país y a nivel mundial, destacándose la presencia de un gas original en sitio de 15 trillones de pies cúbicos (TCF), incorporando así unas reservas recuperables de 9 TCF, cifras que se consideran conservadoras, en vista de que el factor de recobro utilizado es de 60%.

De las reservas incorporadas 6,4 TCF se clasifican como probadas y 2,6 TCF se clasifican como probables, equivalentes a unos 1500 MMBN (millones de barriles de petróleo).

Hasta ahora sólo han sido identificadas 10% de las reservas del bloque Cardón IV, área que tiene una extensión de 924,33 kilómetros cuadrados, según una nota de prensa del Ministerio de Energía y Petróleo.

Adicionalmente se incorporaron 172 millones de barriles de reservas probadas de condensados, de los cuales 122 millones son clasificadas como probadas y 50 millones como probables.

24 de ago. de 2010

VENEZUELA ES EL QUINTO PAÍS DEL MUNDO QUE MÁS INVIERTE EN ENERGÍA

Venezuela es el quinto país en el mundo que más invierte en energía, con más de 35 mil millones de dólares entre la industria petrolera y básica, afirmó el comisionado de Generación de la Corporación Eléctrica Nacional (Corpoelec), Félix Rodríguez.

"Mientras la crisis mundial hace estragos en las economías de Estados Unidos y Europa, en el país se ejecutan inversiones mil millonarias", comentó, de acuerdo con una nota publicada este lunes en el Correo del Orinoco.

Destacó que las tres áreas de valor agregado (generación, transmisión y distribución) que se crearon en Corpoelec permitirán optimizar las operaciones, al aligerar el entramado organizativo.

"Las mesas de trabajo lideradas por los trabajadores llegaron a la conclusión de que un sector eléctrico como el que disponía Venezuela tenía mucha dispersión, tanto de políticas como de recursos, y las experiencias que se estudiaron en el mundo apuntaban a organizarse por procesos", explicó.

Detalló que la generación se agrupará por regiones, con el objetivo de aplanar la organización. "Por ejemplo, Electrificación del Caroní (Edelca) no va a existir desde el punto operacional. El personal de la empresa involucrado en la generación reportará al comisionado, aunque la empresa mantiene la personalidad jurídica para los efectos legales. Este es un proceso que nos llevará tiempo para lograr las mejores prácticas. Estamos trabajando en esa dirección para avanzar en la transición", aclaró.

Rodríguez también subrayó la importancia de la estrategia del Ministerio del Poder Popular para la Energía Eléctrica, en aras de buscar un equilibrio entre la energía térmica y la hídrica.

Mencionó la planta hidroeléctrica El Chorrín que se construirá en Guayana con financiamiento del Fondo Chino. "Se está realizando un inventario para ubicar potenciales pequeñas plantas hidroeléctricas que atiendan las comunidades cercanas a esos puntos. La idea es no desperdiciar el agua", relató.

En los Valles del Tuy, cerca de la población de Santa Lucía, se instalará una planta de generación solar. "En los próximos cinco años se prevé producir casi mil 500 megavatios en energía eólica en la Guajira, Coche, Margarita y Paraguaná", añadió.

Apuntó que, con el fin de impulsar la soberanía tecnológica en la materia, se están constituyendo plantas ensambladoras de equipos. Una de ellas está ubicada en Carora, estado Lara, donde se fabricarán medidores para surtir el mercado nacional, con tecnología china.

Petrobras assina contrato com KL Energy para desenvolvimento de tecnologia para produção de etanol celulósico

Bagaço de cana será matéria-prima

A Petrobras, por meio da Petrobras America, informa que assinou um contrato de desenvolvimento conjunto com a KL Energy Corporation (KLEG.PK, "KLE") para a otimização da tecnologia da KLE de processamento de etanol celulósico para a utilização de bagaço de cana-de-açúcar como matéria-prima.

A última geração do processo da KLE traz importantes melhorias em comparação com a primeira geração da tecnologia, implementada em 2008 na unidade de demonstração da empresa localizada em Upton, estado de Wyoming (EUA). A unidade utiliza resíduos de madeira como matéria-prima e pode ser otimizada para utilizar vários tipos de matérias-primas.

Como parte do contrato, a Petrobras investirá US$ 11 milhões para adaptar as instalações de demonstração da KLE para utilizar bagaço e validar, por meio de testes, o processo para a produção de etanol celulósico.

Em paralelo, a Petrobras e a KLE desenvolverão um projeto de usina de etanol celulósico em escala industrial que deverá ser totalmente integrado a uma usina de cana-de-açúcar pertencente ao Grupo Petrobras, no Brasil. A usina está programada para entrar em funcionamento em 2013.

O contrato, cujo prazo inicial é de 18 meses, prevê exclusividade mútua na área de desenvolvimento de etanol celulósico a partir do bagaço de cana, e oferece à Petrobras a opção de obter uma licença para utilizar a tecnologia da KLE nos ativos do Grupo Petrobras.

Com este investimento, a Petrobras busca desenvolver mais uma alternativa para produção de biocombustíveis e produtos químicos renováveis e sustentáveis, de forma complementar às iniciativas em andamento, como por exemplo as pesquisas com microalgas para produção de óleo.

Segundo Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível, "a Petrobras vê o etanol celulósico como uma tecnologia promissora para aumentar a produção de etanol em cerca de 40% sem aumentar a área plantada, além de melhorar sustentabilidade de suas usinas. O contrato com a KLE irá acelerar esse esforço de desenvolvimento".

"O Brasil é líder mundial na produção de biocombustíveis competitivos de biomassa, e acreditamos que o bagaço de cana seja uma matéria-prima adequada para o nosso processo. A KLE pretende estar na vanguarda do mercado emergente de etanol celulósico no Brasil", disse Peter Gross, presidente da KL Energy Corporation.

Sobre a Petrobras
A Petrobras é uma empresa integrada de petróleo, gás e energia que opera nos seguintes segmentos da indústria: exploração e produção, abastecimento, comercialização, transporte e petroquímica, distribuição, gás natural, energia e biocombustíveis. Reconhecida por sua enorme base de recursos e por sua liderança mundial na exploração em águas profundas e ultraprofundas, a Petrobras está presente em todos os cinco continentes e em 28 países. Além disso, tem atividades em energias renováveis, especialmente biocombustíveis, área na qual mantém uma subsidiária, a Petrobras Biocombustível.

Sobre a KL Energy Corporation

A KL Energy Corp. (KLEG.PK) é uma líder no desenvolvimento e comercialização de produtos energéticos de segunda geração à base de celulose, entre os quais o etanol, a bio-lignina e produtos químicos intermediários. A instalação de demonstração comercial da KLE em Upton, estado de Wyoming é uma das primeiras instalações de demonstração de seu tipo a produzir etanol de celulose e produtos de bio-lignina a partir de resíduos de madeira. Ela utiliza um processo proprietário de pré-tratamento termo-mecânico e hidrólise enzimática que a empresa acredita ser um dos processos mais amigáveis ao ambiente no setor. Além disso, a tecnologia pode ser adaptada para utilizar diversas matérias-primas. A KLE fornece ainda serviços de engenharia, de otimização e técnicos para instalações de biocombustíveis. Mais informações estão disponíveis no website da empresa, em www.klenergycorp.com/.

Este comunicado é de caráter meramente informativo, não constitui oferta, convite ou solicitação de oferta de subscrição ou compra de quaisquer valores mobiliários no Brasil ou em qualquer outra jurisdição e, portanto, não deve ser utilizado como base para qualquer decisão de investimento.

ANP realiza mais um leilão de biodiesel no dia 30 de agosto

Fonte: Canal Rural

A Agência Nacional do Petróleo realiza no dia 30 deste mês mais um leilão de biodiesel. Os fabricantes estão otimistas com o crescimento do mercado, mas, na opinião de analistas, a alta no preço do óleo de soja pode reduzir a margem de lucro das usinas.

O Brasil produz 57 bilhões de litros de biodiesel por ano. Quarenta e uma indústrias, espalhadas pelo país, se dedicam a transformar óleo vegetal em combustível - um mercado que tem incentivo do governo. A comercialização do biodiesel é feita nos leiloes promovidos pela ANP.

O empresário Alexandre Pereira participa dos leiloes desde 2007 e vem aumentando os investimentos no setor. Só neste ano foram mais de R$ 23,5 milhões para ampliar a capacidade da usina, que fica em Taubaté, interior de São Paulo.

Mas o crescimento da companhia depende dos valores pagos pelo litro do biodiesel. Para o próximo leilão do dia 30, a ANP estabeleceu o teto máximo em R$ 2,32 pelo litro, o mesmo valor praticado no ultimo leilão, realizado em maio.

A situação preocupa porque enquanto o preço do biodiesel permanece o mesmo, a cotação do óleo de soja, ainda a principal matéria prima das usinas, não para de subir. Segundo a Agência Safras, nos últimos dois meses o preço da tonelada passou de R$ 1,7 mil para R$ 1,9mil. O analista de mercado Miguel Biegai alerta que se o custo continuar aumentando, as empresas podem ter prejuízo:

– O receio é vender o biodiesel por R$ 2,32 ou R$ 2,30 e o preço do óleo de soja disparar no quarto trimestre. Vai ter um preço de venda de biodiesel fixado e o preço do insumo subindo. Ou seja, pode acontecer do preço do insumo ser mais alto, como aconteceu já. Já aconteceu do setor vender biodiesel por um preço e o óleo de soja ultrapassar em muito o preço de venda do biodiesel.

Curso da UFRJ pretende incentivar integração energética

Fonte: Agência Brasil

Trinta e cinco alunos da Colômbia, Bolívia, Costa Rica, Nicarágua, do Uruguai, Panamá e de El Salvador integram a segunda turma do curso de pós-graduação em análise econômica da integração energética. O Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inicia hoje (23) as aulas. A primeira turma recebeu, no ano passado, 25 alunos estrangeiros, procedentes principalmente do Peru.

O curso visa a “criar uma cultura a favor da integração energética”, afirmou o coordenador do Gesel, professor Nivalde de Castro. Ele explicou que como o Brasil tem uma posição catalizadora nesse processo - “é a maior economia, o maior mercado de energia elétrica, a maior rede de transmissão de energia da América Latina” – ele pode fazer essa integração, aproveitando o excedente da energia gerada nos demais países, cujos mercados são reduzidos.

Embora tenham um potencial hidrelétrico grande, os países da América do Sul não podem construir usinas hidrelétricas para aproveitamento máximo porque o mercado deles é pequeno. “E o Brasil entrando, pode trazer essa energia para o país e viabilizar economicamente a construção de usinas maiores”, avaliou Castro.

O curso se estenderá por dez meses, incluindo visitas às usinas de Itaipu, Jirau, Santo Antonio, Simplício, e a laboratórios, além de palestras com as principais autoridades do setor elétrico nacional. Na turma de 2009, participaram 25 alunos brasileiros, funcionários das empresas do Sistema Eletrobras. Este ano, o Gesel decidiu reduzir o número de integrantes brasileiros do curso para 15, de modo a elevar o total de participantes estrangeiros.

A primeira atividade extra-classe da turma será o 5º Seminário Internacional do Setor de Energia Elétrica: Integração com Energia Renovável, que o Gesel promove amanhã (24) e depois (25) no Rio de Janeiro. Serão abordados no encontro os setores elétricos da Colômbia, do Peru, da Bolívia e América Central. “O foco é a integração energética”, salientou Nivalde de Castro.

Para o economista do Gesel, o desafio para a integração está concentrado na criação de normas de regulação e operação dos mercados. Ele lembrou que para trazer energia ao Brasil, os contratos das usinas hidrelétricas devem ser de longo prazo, por 30 anos.

“Então, deve ter tratados que determinem isso e normas de regulação e operação que aceitem essa interface entre os dois países”. A elaboração de tratados bilaterais, como o firmado recentemente pelas autoridades do Brasil e Peru, pode facilitar esse processo, porque define os parâmetros da integração. “A gente está otimista, porque está conseguindo vencer toda a resistência e o medo de que a integração é problemática. E não é”, assegurou Castro.

Irã começa a operar primeira usina nuclear com urânio enriquecido na Rússia

Fonte: Agência Brasil

O Irã iniciou as operações na primeira usina nuclear do país ao carregar o reator de Bushehr com combustível fornecido pela Rússia, segundo informações da BBC Brasil. Em, no máximo, três meses a usina deverá começar a produzir energia elétrica.

A Rússia fornece o urânio enriquecido para a usina e fica responsável pela retirada do combustível após a utilização. Dessa forma, a possibilidade de desvio do urânio para a produção de armas militares fica praticamente eliminada. O urânio usado como combustível na usina tem um nível de enriquecimento de 3,5%, muito abaixo dos 90% necessários para a fabricação de armas atômicas.

O Irã está sob sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) por causa de seu programa de enriquecimento de urânio, que é apontado por muitos países como indício da intenção iraniana de produzir bombas atômicas. O governo iraniano nega a acusação e afirma que o programa nuclear é pacífico e tem como prioridade a produção de energia elétrica.

20 de ago. de 2010

Produção de petróleo e gás da Petrobras no Brasil e no exterior cresceu 3,3% em julho

A produção média diária de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil e no exterior em julho foi de 2.580.932 barris de óleo equivalente (boed). Esse resultado ficou 3,3% acima do volume registrado no mesmo mês de 2009, quando foram produzidos 2.498.116 boed e foi 0,7% maior do que os 2.563.193 boed, produzidos em junho de 2010.

Considerando apenas os campos no Brasil, a produção média diária de petróleo e gás alcançou 2.335.861 barris de óleo equivalente, com um aumento de 3,6% em relação aos 2.254.409 boed, extraídos no mesmo mês de 2009 e de 0,9% quando comparado ao volume produzido em junho de 2010. A produção exclusiva de petróleo dos campos nacionais chegou a 2.005.010 barris/dia e foi 3,4 % superior aos 1.937.587 barris/dia, produzidos em julho de 2009.

Na comparação com o mês anterior (junho de 2010) o aumento da produção de petróleo de julho foi de 1,4%. Esse aumento, de 27.217 barris na produção média diária, foi consequência do início de operação da plataforma FPSO-Cidade de Santos, nos campos de Uruguá e Tambaú (Bacia de Santos) e da entrada de novos poços no FPSO-Capixaba, no Parque das Baleias, no mar do Espírito Santo (Bacia de Campos). Também contribuiu para o aumento o retorno à produção da plataforma P-43, no Campo de Barracuda (Bacia de Campos), que no mês de junho se encontrava em manutenção programada.

A produção de gás natural dos campos nacionais atingiu 52 milhões 601 mil metros cúbicos diários em julho, mantendo-se nos mesmos níveis em relação ao mês anterior e ao mesmo mês de 2009.

O volume médio de petróleo e gás natural extraídos dos campos situados nos países onde a Petrobras atua no exterior chegou a 245.071 barris de óleo equivalente por dia em julho, representando um aumento de 0,6% em relação a julho de 2009. Contribuiu para o resultado a entrada em produção de novos poços nos campos de Akpo e de Agbami, ambos na Nigéria. Quando comparado com junho de 2010, o volume apresentou uma redução de 1,2%, devido a questões operacionais em Akpo.

A produção de gás natural no exterior foi de 16 milhões 47 mil metros cúbicos, registrando um acréscimo de 1,1% em relação a junho de 2010, em função de maior produção na Argentina. Já em comparação com o mesmo mês do ano passado, houve uma redução de 6,7%, em decorrência de menor produção na Argentina, Estados Unidos e Venezuela



Observações:

* Produção Consolidada refere-se à produção proveniente das empresas controladas pela Petrobras.

** Produção Não-Consolidada refere-se à produção proveniente de empresas onde a Petrobras detém participação, mas não o controle.

Inscrição para cursos do Prominp: prazo para

Termina na próxima terça-feira, dia 24 de agosto, o prazo para pedido de isenção da taxa de inscrição no processo seletivo que oferecerá quase 28 mil vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional para o setor de petróleo e gás. Os cursos são oferecidos pelo Prominp - Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural.

Podem pedir a isenção da taxa as pessoas que tiverem Número de Identificação Social (NIS) e comprovem ter renda familiar mensal de até três salários mínimos. Os pedidos devem ser feitos no momento da inscrição no processo seletivo, através do site do Prominp (www.prominp.com.br) ou da Cesgranrio (www.cesgranrio.com.br). Não há necessidade de envio de documentos para solicitar a isenção: basta inserir no formulário eletrônico as seguintes informações:

a) Número de Identificação Social (NIS) no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), nos termos do Decreto nº 6.135/2008;

b) comprovação de que é membro de “família de baixa renda”, ou seja, que possui renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo, ou que possui renda familiar mensal de até três salários mínimos (Decreto nº 6.135/2008).

Para aqueles que não atenderem os critérios de isentos a taxa é de R$ 24,00 para candidatos a cursos de nível básico; R$ 40,00 para níveis médio e técnico; e R$ 60,00 para as categorias de nível superior.
O processo seletivo do Prominp encerrará o período geral de inscrições em 12 de setembro.

Prazos para deferimento

O simples preenchimento dos dados do pedido de isenção não garante que o candidato fique isento do pagamento da taxa de inscrição. As informações serão submetidas à analise da Fundação Cesgranrio, entidade responsável pela organização do processo seletivo. A relação dos que tiverem o pedido deferido será divulgada em 2 de setembro, nos sites da Cesgranrio e do Prominp. Nos dias 2 e 3 de setembro, os que não concordarem com a avaliação poderão pedir nova análise. Em 9 de setembro, sairá a relação final dos pedidos de isenção de taxa deferidos. A partir desta data, o pagamento da taxa se tornará condição obrigatória para que a inscrição seja aceita como válida.

Postos de inscrição

Serão oferecidas 27.915 vagas, em 13 estados, para cursos gratuitos em categorias profissionais de níveis básico, médio, técnico e superior. Para concorrer a uma das vagas oferecidas, o candidato deve ter idade igual ou superior a 18 anos, além de preencher os pré-requisitos do curso desejado.
As inscrições para os cursos gratuitos do Prominp deverão ser feitas pela internet. Quem não tiver acesso a computador poderá se inscrever nos postos mencionados no edital.
Para esclarecimento de dúvidas sobre o edital, o candidato deverá entrar em contato com a Fundação Cesgranrio, das 9 às 17 horas, no telefone 0800 701 2028 ou por e-mail (prominp@cesgranrio.org.br.). Nos demais casos, a consulta deve ser encaminhada através da seção ‘Fale Conosco’ do portal do Prominp (WWW.prominp.com.br).

Algas também podem ser fonte de energia

Manutenção & Suprimentos

Considerada a terceira geração de biocombustíveis, a produção à base de algas marinhas pode se tornar uma ótima alternativa para substituir os combustíveis fósseis. Com rendimento mais eficiente que a soja e outras matérias-primas comuns, as algas praticamente não oferecem impactos ambientais.

A produção de biocombustível feita a partir de algas marinhas apresenta muitas vantagens. Além de contribuir para a diminuição das emissões de gás carbônico liberados pelos automóveis, as algas absorvem uma enorme quantidade de CO2 durante o seu crescimento.

O teor energético das algas é cem vezes superior ao da soja e tudo o que é necessário para o seu crescimento é luz, água e gás carbônico. Como não há necessidade da produção ser feita em água doce, são minimizados os riscos de contaminação de água potável.

Mesmo diante de diversas vantagens, existem as desvantagens. Os métodos testados para a produção de algas possuem altos custos e isso dificulta a produção em larga escala. Por isso, mesmo sendo uma ótima alternativa para o meio ambiente, é provável que a comercialização do biocombustível de algas se torne realidade somente na próxima década. Após novas pesquisas e desenvolvimento de tecnologias.

Hotel em Toronto usa geotermia e reduz 75% de emissões

Engenharia e Arquitetura
O que era apenas um velho edifício de 140 anos, situado no centro histórico de Toronto, Canadá, transformou-se em um albergue da juventude. Mas não um hotel qualquer, e sim no “mais verde hotel da América do Norte”, nas palavras de um dos seus idealizadores, Tom Rand, diretor da VCI Green Funds, uma empresa de venture capital.

A idéia, originalmente, foi de Anthony Aarts, um empreiteiro que a concebeu numa noite de 2006 quando perambulava pelo bairro. O edifício encontrava-se desativado há dez anos. Ele acessou o telhado, através do antigo shaft do elevador, de onde vislumbrou a oportunidade de fazer, ali, um edifício verde.

Inspirado pela visão da College Street, ele elaborou um plano para transformar o prédio e foi à procura de Rand, para conseguir financiamento. O investidor concordou, sob a condição de que o edifício usasse o mínimo de energia possível. “Há outros prédios verdes na cidade, mas nós estamos dando um passo adiante com este”, diz ele. “O edifício vai ter uma pegada de carbono operacional 75% menor do que o habitual.”

A maneira mais fácil de fazer isso era cavando um buraco embaixo da College Street para captar o calor do núcleo da Terra. Em vez de usá-lo para ferver água e gerar eletricidade, como na Islândia, em Toronto, o calor abaixo da linha de geada é apenas o suficiente para aquecer a água, que é então utilizada para aquecer o edifício.

Rand e Aarts contrataram, então, a CleanEnergy Developments, uma empresa canadense especializada em geotermia, para instalar uma milha de tubulação em ziguezague, abaixo da viela ao lado do edifício. Uma mistura de glicol circula pela tubulação, buscando calor a uma profundidade de cerca de 100 metros, onde a temperatura oscila ente 14 e 15 graus Celsius. “O arquiteto estava cético se conseguiríamos autorização para cavar em busca da energia geotérmica, mas Adam Vaughn (vereador do distrito) foi fantástico”, diz Aarts.

O líquido que circula pela tubulação enterrada passa através das várias bombas de calor espalhadas pelo edifício elevando a temperatura ambiente.

As bombas de calor usam uma grande quantidade de energia elétrica, mas não tanto quanto o próprio edifício gera a partir de um conjunto de painéis fotovoltaicos no telhado.

Qualquer eletricidade extra gerada pode ser vendida à rede no âmbito do microFit program de Ontário. Segundo estimativas de Aarts, o edifício terá uma renda entre $ 400 a $ 500 por mês vendendo eletricidade de volta à cidade, por um preço garantido de $ 0,80 por kWh. Combinado ao dinheiro economizado na conta do aquecimento, no inverno, e do resfriamento, no verão, tem-se um prédio que transforma redução de impacto ambiental em fonte de renda.

No futuro, Rand está confiante de que projetos como este serão o normal, por fazerem tanto dinheiro. “Não é o altruísmo que irá transformar a nossa sociedade em uma economia de baixo carbono, mas o lucro. O custo total do equipamento aqui não era muito, cerca de 5% do custo da construção”, diz ele. “Se você pode tomar emprestado esse dinheiro, o seu pagamento mensal será de cerca de 1000 dólares, que é menos do que o dinheiro economizado nas contas de energia. Você está ganhando dinheiro.”

Acrescente a isso os 25% que a província e o governo federal concedem cada um, a título de redução dos custos do capital verde, e se começa a ver um modelo de negócio atraente. “Se você pode tomar dinheiro mais barato, tudo isso se paga”, afirma Rand. A previsão de retorno do investimento em 4 anos.

Além disso, desde que os investidores compraram o prédio em 2006, as tecnologias verdes se tornaram mais acessíveis. “A tecnologia que está disponível agora torna tudo mais fácil para nós”, diz Aarts. “A demanda e a tecnologia estão começando a engrenar. Em 2006, as grandes luzes LED eram puramente experimentais. A iluminação em todo o edifício usa menos energia do que uma torradeira de duas fatias.”

A economia de energia está em toda parte. Em torno dos canos de escoamento da água dos chuveiros Aarts envolveu tubos de cobre a fim de capturar o calor da água quente que escorre pelo ralo. O calor é levado de volta para a tubulação de água fria, permitindo que o chuveiro use menos água quente. No telhado está outra bomba de troca de calor que recupera o vapor úmido que é exaurido dos banheiros, enviando-o de volta para o prédio.

A fim de tornar este processo transparente para os hóspedes, a maioria dos equipamentos de economia de energia será visível através de paredes de vidro. “Temos medidores em cada dispositivo de aquecimento interno que soma a quantidade de energia derivada do sistema”, diz Aarts. “Os clientes podem ver o quanto de energia está sendo recuperada a qualquer momento.”

Na cobertura, um medidor de energia elétrica será instalado acima do bar. “Quando os hóspedes estiverem sentados, bebendo algo, eles verão o quanto de energia está sendo produzida pelos painéis solares.” Eles usaram todo o espaço do telhado e outros disponíveis para a produção de energia. Mesmo parte do pátio é coberto por painéis fotovoltaicos. “No verão, com seus 30 graus de temperatura, os hóspedes saberão que estarão usufruindo de uma sombra que produz eletricidade”, diz ele.

Com todas estas economias de energia e uma margem de lucro saudável, Rand é claramente otimista: “Nós nos reivindicamos o hotel mais ecológico da América do Norte, e eu ainda não encontrei alguém para me dizer que estamos errados”.

ANP vai leiloar este ano novos blocos de petróleo fora da camada pré-sal

Jorge Wamburg, da Agência Brasil
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) deverá licitar, ainda em 2010, novos blocos de exploração de petróleo no litoral brasileiro, fora da camada do pré-sal, que abrange uma área de 140 mil quilômetros quadrados compreendendo os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e de São Paulo, conhecida como Picanha Azul.

A informação foi dada dia 18 pelo ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, durante a abertura 1º Seminário Brasileiro do Pré-Sal, no auditório do ministério, em Brasília. Segundo ele, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovará ainda este mês os blocos a serem licitados, já escolhidos pelos técnicos da pasta e da ANP.

Zimmerman disse que este ano não haverá licitação para exploração de petróleo do pré-sal. O ministro afirmou que o objetivo do governo com a criação do marco regulatório do pré-sal – que já teve dois projetos aprovados no Congresso e ainda tem um para ser votado – é “tornar o país autossuficiente na produção e exportação e petróleo, além de aprimorar a capacidade de refino, para que possamos agregar valor aos produtos derivados”.

Ele informou ainda que as pesquisas da ANP comprovaram que a reserva conhecida como Picanha Azul acumula cerca de 50 bilhões de barris de petróleo, com um potencial de produção de 5 milhões de barris por dia.

O 1º Seminário Brasileiro do Pré-Sal vai até hoje, sexta-feira (20), com a participação de especialistas de diversas áreas ligadas à exploração do petróleo no litoral brasileiro.

Pesquisas questionam destino do petróleo no Golfo do México

Por Fabiano Ávila, da Carbono Brasil
Dois relatórios divulgados nesta terça-feira (17) lançam dúvidas sobre os informes do governo norte-americano de que a maior parte dos mais de quatro milhões de barris de petróleo que vazaram da explosão da plataforma da BP já haviam sido recolhidos, queimados ou dispersados.

Um dos estudos foi publicado por pesquisadores da Universidade da Geórgia e afirma que cerca de 75% do petróleo ainda está na área, mas submerso, e segue sendo uma ameaça para o ecossistema.

O relatório se baseou nos mesmos dados que o governo dos EUA, mas obteve resultados totalmente diferentes. “A idéia de que quase todo o petróleo já desapareceu é absolutamente incorreta”, resumiu Charles Hopkinson, um dos líderes do estudo.

Já a Universidade do Sul da Flórida afirmou que encontrou sinais de poluição em sedimentos localizados em grandes profundidades. Essas regiões estariam apresentando níveis tóxicos de alguns elementos químicos nocivos para os organismos marinhos.

Em resposta à Universidade da Geórgia, um porta-voz da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) informou que os cálculos apresentados pelo governo foram “resultado de estimativas baseadas em medidas realizadas dentro das melhores práticas cientificas e que pesquisadores independentes participaram do processo”.

“O que estamos tentando dizer é que ainda existem sérios riscos para o meio ambiente. Ainda existe petróleo na água e no leito marinho. Temos que continuar monitorando essa tragédia”, disse Samantha Joye, da Universidade da Geórgia.

17 de ago. de 2010

Energisa recebe destaque no Prêmio Abrasca de Criação de Valor

A Energisa S/A (BM&F Bovespa: ENGI3, ENGI4 e ENGI11), companhia responsável por cinco distribuidoras de energia localizadas nos estados de Sergipe, Paraíba, Minas Gerais e Rio de Janeiro, recebeu o destaque do setor de energia elétrica no Prêmio Abrasca de Criação de Valor – 2010.

Maurício Perez Botelho, vice-presidente financeiro e de Relações com Investidores da Energisa, representou a companhia na cerimônia de entrega do prêmio, realizada na cidade de São Paulo no último dia 12 de agosto. Na ocasião, Botelho ressaltou que a consistência de resultados, a prudência na administração financeira e a transparência com o mercado são os pilares do sucesso da Energisa ao longo de 105 anos de história. O executivo relembrou ainda que a empresa possui ações listadas na bolsa de valores há 102 anos.

A terceira edição do prêmio concedido pelo Anuário Estatístico das Companhias Abertas (editado pela Associação Brasileira das Companhias Abertas – Abrasca) indicou, além da companhia vencedora, aquelas que se destacaram em cada segmento de atuação. Ao todo, 215 empresas foram analisadas.

Eleita entre as companhias do setor de energia elétrica, a Energisa criou 71% de valor aos seus acionistas durante 2009 e 33,6% na média dos últimos três anos. Além disso, outros fatores foram decisivos para a indicação da empresa, como o crescimento do valor de mercado de R$ 1,3 bilhão em 2008 para R$ 2,3 bilhões no fim de 2009 e o total de dividendos pagos no ano passado, que somou R$ 123,3 milhões.

A Energisa também obteve o conceito “excelente” na avaliação por analistas de mercado dos itens transparência, relações com os investidores, controle de riscos e governança corporativa. Para a política de distribuição de dividendos e os projetos sociais da companhia foi atribuído o conceito “bom”. “Todos esses itens são essenciais à gestão da Energisa, principalmente a transparência e o controle de riscos”, afirmou Maurício Botelho.

Sobre a EnergisaO Grupo Energisa tem na distribuição de energia elétrica a principal base de seu negócio. Com cinco distribuidoras no Brasil – Energisa Sergipe, Energisa Paraíba, Energisa Borborema, Energisa Minas Gerais e Energisa Nova Friburgo – o grupo abrange 91.180 km² de área coberta, atendendo a 2,3 milhões de consumidores e beneficiando 6,5 milhões de habitantes em 352 municípios. Mais de 5 mil colaboradores diretos e indiretos fazem parte das suas empresas. As ações da Energisa são negociadas na Bolsa de Valores Mercadorias e Futuro de São Paulo (BM&F Bovespa) sob os códigos ENGI3, ENGI4 e ENG11 (este último é o código recentemente constituído para as Units).

Campinas recebe o primeiro condomínio de galpões industriais da região com certificação Green Building

Parceria entre Ini2 e GR Properties leva ao interior de São Paulo mais um empreendimento que receberá o selo LEED, do USGBC, na categoria Certified. Previsão de entrega do GR Campinas é para o primeiro semestre de 2011
A Ini2 Implantações Imobiliárias, de Campinas, e a incorporadora GR Properties, de São Paulo, anunciam parceria para a construção do primeiro condomínio de galpões industriais da região metropolitana de Campinas com certificação Green Building. O GR Campinas, como será conhecido, terá investimentos em torno de R$ 40 milhões e será o segundo empreendimento deste porte no país a ter certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), do USGBC (United States Green Building Council), na categoria Certified. A construção desse condomínio começa em agosto e a previsão é que s eja entregue no primeiro semestre de 2011. Durante o processo de implementação até a operação do GR Campinas serão respeitados quesitos como: prevenção de poluição nas atividades de construção; redução de 20% no consumo de água; comissionamento básico dos sistemas que consomem energia (verificação de instalação e desempenho); eficiência energética mínima; depósito de recicláveis; qualidade do ar interno; controle de fumaça; gestão de resíduos da obra; utilização de madeira certificada FSC (Forest Stewardship Council); iluminação natural; redução de ilhas de calor (pavimentação de cor clara); possibilidade de acesso através de transporte alternativo (transporte publico), entre outros. “Desde a terraplanagem, passando pela construção, até a operação teremos a cautela com o impacto ao Meio Ambiente”, informa Guilherme Rossi, diretor-geral da GR Properties.

De acordo com o engenheiro Augusto Manarini, sócio-diretor da Ini2, o GR Campinas foi idealizado para atender a uma demanda crescente do mercado por condomínios de galpões modulares, com inúmeras vantagens para as empresas ocupantes. “Campinas reúne condições extremamente competitivas para companhias que buscam uma localização privilegiada, excelente malha viária, mão-de-obra qualificada e dentro de um parque tecnológico que é referência nacional”, diz. Manarini explica que despesas com infraestrutura e serviços, como alimentação, segurança e limpeza serão divididos entre todos os ocupantes do GR Campinas. "Em uma área bem localizada, um condomínio desse tipo pode obter rendimento acima de um investimento em renda fixa", alerta.

E é justamente no quesito localização que o GR Campinas se destaca. O empreendimento ficará sediado na Avenida Comendador Aladino Selmi, próximo ao aeroporto Campo dos Amarais e da malha ferroviária. “Essa é uma região de Campinas muito privilegiada. Apostamos ali e acredito que outras empresas deveriam fazer o mesmo, pois se trata de um excelente pólo, mas ainda pouco explorado”, comenta Manarini. O engenheiro informa que a avenida foi duplicada no ano passado desde a Rodovia Dom Pedro até a frente do empreendimento e a segunda parte da duplicação, até a Anhanguera, já está em construção.

O executivo conta também que o GR Campinas será um condomínio com 16 módulos, que permitirão a ocupação flexível de áreas que irão de 1.500 m² a 24.000 m², com possibilidade de operação cross docking. Cada unidade também terá um mezanino para escritórios. “É ideal para a instalação de indústrias leves, empresas de logística, distribuidoras e transportadoras”, complementa Augusto Manarini.

Segundo o sócio-diretor da Ini2, a construção e instalações do GR Campinas serão de padrão mundial, onde todos os detalhes foram pensados para superar à média dos empreendimentos de mesmo porte que são elaborados no Brasil. “O cuidado com a qualidade transcende a parte funcional e parte para os aspectos de vivência e ambientação, contando com um projeto de paisagismo da renomada Martha Gavião”, complementa Manarini .

Guilherme Rossi e Augusto Manarini acreditam que o GR Campinas repetirá o sucesso do GR Jundiaí, primeiro condomínio de galpões industriais do país a ter certificação Green Bulding - deve ser inaugurado em setembro deste ano -, e será uma excelente oportunidade para investidores que acreditam no potencial logístico de Campinas.

Sobre a INI2 A INI2 Implantações Imobiliárias é uma empresa de gestão e administração de projetos e obras, propriedades e incorporações imobiliárias, criada em 2003 pelos sócios Augusto Manarini e Carlos Corsini. A INI2 segue os padrões internacionais do PMI – Project Management Institute – principal referência mundial na área de gerenciamento de projetos e é a única incorporadora de Campinas e região a ter profissionais com certificação PMP (Project Management Professional), reconhecida internacionalmente. Entre seus projetos estão o Flex Buildings, Reserva da Baronesa, Shopping Prado, Instituto de Pesquisas Eldorado, Galleria Plaza e Corporate, Empresarial Torre do Castelo, Estação Paineiras, entre outros.

Sobre a GR PropertiesA GR Properties é uma incorporadora de condomínios de galpões modulares, centros comerciais de conveniência e serviços, e edifícios comercias com salas de 30 a 40 m². Foi criada no final de 2007 pelo administrador de empresas Guilherme Rossi com o objetivo de identificar e desenvolver oportunidades de investimento no mercado imobiliário brasileiro, e captar recursos de investidores para aplicação em projetos imobiliários geradores de renda.
Em cada empreendimento elaborado, a GR Properties é responsável por prospecção de negócios e compra do terreno; desenvolvimento do produto e aprovações; contratação e acompanhamento da construção, e locação do empreendimento.

Duke Energy é eleita a 16º melhor empresa

A Duke Energy International Brasil –uma das maiores geradoras privadas de energia do país– foi eleita, na noite desta segunda-feira, a 16º melhor empresa para se trabalhar no país, de acordo com pesquisa realizada pelo instituto Great Place to Work, em parceria com a revista Época. O prêmio foi entregue em cerimônia realizada no HSBC Brasil, na cidade de São Paulo.

A companhia de origem norte-americana está no Brasil desde 1999, e é concessionária de oito usinas hidrelétricas na região do rio Paranapanema. Atualmente, conta com 302colaboradores.

De acordo com a pesquisa realizada com funcionários da empresa –cuja amostragem foi escolhida pelo instituto aleatoriamente– políticas de Recursos Humanos que privilegiam qualidade de vida, remuneração e benefícios competitivos em relação ao mercado, e possibilidade de desenvolvimento profissional foram os aspectos mais valorizados, e os que tiveram maior peso para a classificação da companhia entre as 25 melhores empresas para se trabalhar.

Benefícios

No Brasil, a Duke Energy mantém uma política de remuneração bastante competitiva, com salários equiparados à faixa de mercado, além de vários benefícios, como subsídio para pós-graduação, cursos de aperfeiçoamento, estudo de línguas e também para a manutenção da qualidade de vida, com subsídios para aulas em academia e atividades culturais. A empresa também permite que a jornada de trabalho seja feita de um horário de trabalho flexível, e às sextas-feiras os funcionários são dispensados às 16h.

Além disso, a empresa mantém um programa de Recursos Humanos que avalia, a cada dois anos, o potencial dos funcionários, e desenvolve ações individuais para o aperfeiçoamento profissional das pessoas. Anualmente, a Duke Energy também promove funcionários que se destacaram em suas funções, e premia aqueles que cumpriram seus objetivos do ano com um programa de mérito.

Na classificação das Melhores Empresas para se Trabalhar, o Great Place to Work avalia aspectos como processos internos desenvolvimento profissional, tratamento dado aos funcionários, celebrações de conquistas, compartilhamento de bons resultados, camaradagem, entre outros.

Para saber mais sobre o prêmio, acesse: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,16165,00.html





Sobre a Duke Energy International Brasil

A Duke Energy International Brasil subisidiária da Duke Energy Corp, uma das maiores companhias do setor energético dos Estados Unidos. Com 302 colaboradores, atua na produção e comercialização de energia elétrica por meio da administração de oito usinas hidrelétricas instaladas ao longo do rio Paranapanema: Jurumirim, Chavantes, Salto Grande, Capivara, Taquaruçu, Rosana, Canoas I e Canoas II (estas últimas operadas em consórcio com a Companhia Brasileira de Alumínio – CBA). Com capacidade total instalada de 2307 MW, a companhia é considerada uma das maiores geradoras privadas de energia do país, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Desde dezembro último, a companhia é presidida pelo executivo Armando de Azevedo Henriques, vindo do grupo BG –multinacional de energia–, onde dirigiu operações na Argentina, Itália, Espanha e, mais recentemente, Brasil.

MPX, do grupo de Eike Batista, construirá projeto de geração de energia em Tauá, no sertão cearense

Fonte: Grande Prêmio/Danilo Fariello, enviado especial a Tauá (CE)

Começam ainda neste mês as obras da primeira usina de geração de energia solar no país, que estará localizada em Tauá (CE). A cidade se prepara para receber o projeto piloto da MPX, empresa do grupo EBX, de Eike Batista, que poderá abastecer inicialmente 1500 residências. Futuramente, porém, já existe autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para se ampliar em 5 vezes essa capacidade.

A cidade de Tauá, com 56 mil habitantes, foi escolhida por estar muito próxima da linha do Equador e, portanto, entre as regiões que recebem a maior incidência de raios solares no país. O projeto, com orçamento previsto em R$ 12 milhões, terá 4400 painéis fotovoltaicos numa área de 12 mil metros quadrados.

A Prefeitura de Tauá espera que, para as obras, sejam gerados cerca de 200 empregos no município e que, futuramente, poderão haver até 1500 empregos. A prefeitura torce, ainda, para que o governo do Ceará atraia para a cidade uma fábrica de painéis solares da empresa chinesa Yingli.

A construção da usina conta com uma série de incentivos estaduais e federais, para ter preço de geração competitivo com as grandes hidrelétricas, além de recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Porém, o custo por Megawatt (MW) gerado da usina solar, enquanto as placas não são feitas aqui, é de seis a sete vezes maior do que o da termelétrica a carvão.